Alberto Rodrigues

01 de February de 2022

Por Rádio Itatiaia, 2/1/2022 às 3:20 PM

atualizado em: 2/3/2022 às 7:04 PM

O vibrante

“Gol, gol, gol, gol, gol”. Uma bola na rede narrada por Alberto Rodrigues é muito mais do que um gol. É a certeza de que a vibração do rádio superou limites e fez, em forma de som, a imagem que garantiu a emoção do torcedor.

Mineiro de Divinópolis, onde nasceu em 7 de agosto de 1939, ele passou grande parte da infância e juventude em Araxá, para onde sua família foi quando ele tinha apenas quatro anos e onde surgiu sua paixão pela narração esportiva.

O início foi descrevendo os jogos de botão com os amigos. O segundo passo, a narração de partidas do futebol amador, começou aos 16 anos, na Rádio Imbiara.

Antes disso, em 1948, já tinha nascido sua paixão pelo Cruzeiro após ver um clássico do time do Barro Preto contra o América, isso quando ainda era um garoto de nove anos.

Em 1959, quando Alberto Rodrigues tinha apenas 20 anos, trocou Araxá por Belo Horizonte, na caminhada em busca do sonho de narrar futebol.

A capital mineira ganhava um personagem amado pelos cruzeirenses e respeitado por todas as outras torcidas pela correção profissional, respeito às instituições e simplicidade, marcas de Alberto Rodrigues.

O primeiro emprego em Belo Horizonte foi na Rádio Minas, em 1961. Dois anos depois estreava na Itatiaia a convite de Januário Carneiro e Osvaldo Faria, onde permaneceu até 1966. Nesta primeira passagem, foi marcante a narração da inauguração do Mineirão, em setembro de 1965.

Foram dez anos na Rádio Inconfidência, de onde saiu em 1976 para se dedicar à venda de seguros. Foi um curto período longe do que ama, pois novo convite da Itatiaia seduziu Alberto Rodrigues em 1977. E desde então ele foi construindo uma das histórias mais bonitas e longevas da imprensa brasileira.

Virou o narrador do Cruzeiro, clube que o encantou ainda menino, naquele clássico contra o América, em 1948, e viveu de tudo desde então.

Sim, existiram momentos tristes nesta caminhada ao lado dos celestes. Mas foram também muitas as conquistas, sendo destacadas por ele o bi da Supercopa, em 1991 e 1992, a Libertadores, em 1997, a Copa do Brasil de 2000, com um gol de falta no último minuto, o Brasileirão de 2003, que fechou a Tríplice Coroa, além dos bicampeonatos em sequência da Série A (2013 e 2014) e da Copa do Brasil (2017 e 2018).

De cada uma dessas taças levantadas pela Raposa, o torcedor cruzeirense tem sua imagem marcante, mas sempre na voz de Alberto Rodrigues, o mais vibrante do Brasil.